Wes Montgomery - West Coast Blues
George Benson e Lee Ritenour - Tributo a Wes Montgomery
Eric Dolphy (1928-1964)

Esperanza Spalding

Esperanza é, sem dúvida, uma das mais reveladoras e talentosas cantoras de Jazz dos últimos tempos.
Foi criada sozinha pela mãe, que a influenciou grandemente e que a apoiou totalmente quando se decidiu pelo mundo da música.
Com 23 anos e com uma carreira bastante promissora pela frente, Esperanza canta em Inglês, Espanhol e Português, sendo também compositora e contrabaixista. Tocou acompanhada por grandes nomes do Jazz, como Pat Metheny, Joe Lovano, Michel Camilo e Donald Harrison. Foi mencionada pela revista Down Beat como "a melhor baixista em ascensão". Actualmente compõe e lecciona no Berklee College Of Music em Boston, sendo a professora mais jovem da instituição.
Conhecê-la e ouvi-la é um prazer e uma delícia, com uma voz envolvente e uma presença em palco contagiante. E quem melhor do que ela própria para nos dar a conhecer como foi chegar ao patamar que já detém nos dias de hoje?
Sendo assim convido-vos a entrarem no mundo de Esperanza Spalding, pelo que vos deixo com 2 vídeos que fazem desta grande senhora uma das minhas preferidas actualmente!!
Para quem quiser ver Esperanza Spalding ao vivo em Portugal ela estará presente no Algarve Jazz, a decorrer no dia 10 de Julho.
Site Oficial Esperanza Spalding
Ella Fitzgerald

A história do Jazz jamais seria a mesma se “Lady Ella” não integrasse o tão vasto número de músicos que dela fazem parte. Nascida a 25 de Abril de 1917 em Virgínia, Ella Jane Fitzgerald é considerada uma das grandes cantoras de scat da história do jazz.
Ella teve uma infância difícil. Os seus pais nunca se casaram, e o seu pai afastou-se pouco tempo depois. Com 14 anos a mãe vem a falecer, pelo que decidiu largar os estudos sendo, meses mais tarde, levada para um reformatório por vadiagem. Não fica lá por muito tempo, fugindo, e passa a viver nas ruas de Nova Iorque, cantando e dançando em troca de gorjetas.
Em Novembro de 1934 decidiu participar do show de calouros no Apollo Theatre, no Harlem, e apesar de maltrapilha e nervosa, recebeu o primeiro prémio.
Ella é contratada pelo baterista e líder de banda Chick Webb, torando-se a parte mais importante da orquestra de Webb com interpretação de "A-Tisket, A-Tasket" entre outros sucessos. Em 1941 começa uma carreira de solo, ao mesmo tempo em que se tornava uma das vocalistas mais populares dos anos quarenta graças a uma série de standards lançados pela gravadora Decca.
Aos 19 anos já era considerada a primeira dama do jazz recebendo críticas extremamente elogiosas das maiores revistas de jazz dos EUA, o que a leva a ser contratada pelo produtor e dono de gravadoras (Verve/Pablo) Norman Granz, integrando o grupo Jazz At The Philharmonic gerenciado por ele. Em 1956, começa a produzir uma serie de songbooks que tornaram ainda mais clássicos compositores como os irmãos Gershwin, Irving Berlin, Duke Ellington, Cole Porter e Tom Jobim, entre outros.
Ella tinha uma voz doce com entonação de menina, extremo domínio da técnica vocal, swing e scat maravilhosos e a capacidade de percorrer as escalas ascendentes e descendentes com incomparável mestria. Some-se a isso o facto de que, apesar de sua infância difícil, cantava com contagiante alegria.
Ella gravou três discos clássicos ao lado de Louis Armstrong e os seus discos em dueto com Joe Pass são considerados uma referência do jazz.
Na década de 80 Fitzgerald sofria já de problemas de saúde e com o declínio vocal ela deixou de gravar em 1989, vindo a falecer em 14 de junho de 1996.
Com mais de 57 anos de gravações, ganhou o décimo terceiro Grammy Award, a Medalha Nacional da Arte do presidente Ronald Reagan e a Medalha presidencial da Liberdade, do presidente George W. Bush Pai
(In www.ellafitzgerald.com; www.lastfm.pt/music/Ella+Fitzgerald/+wiki).
Aqui fica um dos seus sucessos, onde o estilo scat está bem patente.
Lee Ritenour

Buddy Rich (1917-1987)
Bernard "Buddy" Rich nasceu a 30 de Setembro de 1917 em Brooklyn (Nova York-USA). Aos 18 meses Rich ja tocava bateria, sendo o seu talento aproveitado pelos seus pais através da participação de Rich no espectáculo "Vaudeville" que estes possuiam.Dizzy Gillespie (1917-1993)
John Birks "Dizzy" Gillespie nasceu a 21 de Outubro de 1917 em Cheraw (Carolina do Sul-USA).Em 1930 (13 anos) Dizzy tentou aprender a tocar trombone, mas os seus braços eram demasiado curtos e acabou por desistir. Nesse mesmo ano pegou pela 1ª vez num trompete de um amigo e após ouvir na radio um concerto de Roy Eldridge, decidiu que iria se tornar um trompetista profissional.
Em 1937 iria mudar-se para Philadelphia (após falecimento de seu pai), onde começaria a tocar profissionalmente. Tendo tocado com um grande número de músicos, Dizzy começou a sua carreira na Frank Fairfax Orchestra, tendo também tocado nas orquestras de Edgar Hayes, Teddy Hill (substituindo o seu ídolo Eldridge) e Cab Calloway. Após um incidente com este ultimo Dizzy torna-se "freelancer", tocando com vários nomes do mundo do jazz, entre eles Ella Fitzgerald.
No inicio da década de 40 iria encontrar Charlie Parker na big band de Billy Eckstine, vindo a fundar o movimento bebop com este. Posteriormente, em 1945, Dizzy e Charlie Parker formariam um pequeno grupo, tocando em várias jams.
O som das composições de Dizzy e Parker soavam radicalmente diferentes, quer harmonicamente quer ritmicamente, do swing ouvido na época o que fez com que o publico e critica não soubessem muito bem como reagir a tal revolução musical. Composições marcantes como "A Night in Tunisia", "Groovin' High" e "Salt Peanuts" sao exemplos perfeitos de tal marco histórico.
Após a separação de Parker, nos finais dos anos 40 Dizzy iria produzir outra pequena revolução no mundo do jazz, incorporando ritmos latinos e africanos (especialmente Salsa) na sua musica, fundado aquilo que se chamaria de Afro-Cuban Music. Destacam-se as composições Manteca e Tin Tin Deo.
Ao contrário do seu companheiro Parker, Dizzy gostava de big bands e orquestras e em 1952 após emigrar para Paris, a convite de Charles Delaunay (fundador do Hot Club em França), iria formar a sua 3ª Big Band. Em 1953 voltaria aos USA, formando um sexteto com Stan Getz (sax), Oscar Peterson (piano), Herb Ellis (guitarra), Ray Brown (contra-baixo) e Max Roach (bateria). Dizzy também tocaria ocasionalmente com Sonny Rollins e Sonny Stitt.
Ao contrario do seu ex-aluno, Miles Davis, Dizzy manter-se-ia fiel ao bebop e afro-cuban jazz durante o resto da sua vida, decidindo não adoptar as tendências mais electrónicas que posteriormente apareceriam no mundo do jazz.
Durante os seus últimos anos Dizzy dedicou-se a lançar músicos menos conhecidos do grande publico, como Arturo Sandoval e Jon Faddis.
Sendo a partir dos anos 70 adepto da fé Bahá'í, Dizzy ao longo da sua vida iria sofrer uma evolução ao nível da sua personalidade, passando do rapaz brigão e com problemas de álcool da banda de Calloway para um verdadeiro embaixador do jazz mundial, tendo sido galardoado com inúmeros prémios ao longo da sua carreira.
Senhor de um grande sentido de humor, Dizzy Gillespie viria a falecer a 6 de Janeiro de 1993 vitima de cancro do pancreas.
Quarteto Marta Hugon

André Fernandes
Sendo um músico ainda jovem, André Fernandes já tem um curriculum musical notável dentro do panorama nacional. A sua formação foi iniciada na escola de jazz do Hot Clube de Portugal até 1996, altura em que conseguiu uma bolsa para a conceituada Berklee School of Music, em Boston, nos EUA.
Esteve por aí dois anos, seguindo viagem para Nova Iorque, local onde trabalhou com vários nomes sonantes da música internacional.
Actualmente já editou 5 albúns, sendo o mais recente o "Cubo". O seu quarteto actual inclui o pianista Mário Laginha, o contrabaixista Nelson Cascais e o baterista Alex Frazão.
Deixo-vos primeiro com uma entrevista a André Fernandes e em seguida uma música.
Espero que gostem.
Miles Davis (1926-1991)
Miles Dewey Davis III nasceu a 26 de maio de 1926 em Alton (Illinois-USA), tendo-se mudado para East St.Louis em 1927.Davis tocou profissionalmente desde bastante cedo, integrando inicialmente a banda de Billy Eckstine e tocando posteriormente com Charlie Parker durante cerca de 3 anos.
Iniciando-se no bebop com Charlie Parker, Davis rapidamente mostrou o seu génio criativo criando, em meados da década de 40, aquilo que é actualmente designado de cool Jazz. Ao contrario do bebop, este estilo caracterizava-se por uma sonoridade mais lenta e descontraída.
Davis iria também, durante a década de 50, iniciar (juntamente com outros músicos) o hardbop. Apesar de mais lento que o bebop, tal como o cool Jazz, o hardbop caracterizava-se por um ritmo mais marcante e mais "groovy".
Durante a década de 50 Davis fundou aquilo que é designado de 1º grande quinteto/sexteto, integrando nomes como John Coltrane (sax tenor), Red Garland (piano), Paul Chambers (contra baixo) e Philly Joe Jones (bateria). Posteriormente também Julian "Cannonball" Adderley (sax alto) integraria a formação.
O grupo durou apenas algum tempo, devido principalmente ao consumo de drogas por parte de vários dos seus membros e desavenças no seio deste. Álbuns marcantes como 'Round About Midnight e Milestones foram gravados nesta fase.
Após a gravação de Milestones, Red Garland e Philly Joe Jones foram substituídos por Bill Evans e Jimmy Cobb, gravando-se um dos álbuns mais reconhecidos na historia do Jazz- Kind of blue.
Nos finais da decada de 60 Davis formou o 2º grande quinteto, juntamente com Wayne Shorter (sax), Ron Carter (contra baixo), Herbie Hancock (piano) e Tony Williams (bateria), sendo esta a sua ultima formação acústica. Destacam-se os álbuns E.S.P e Nefertiti.
A década de 70 caracterizou-se por um Davis virado para as sonoridades electrónicas, dando-se assim os primeiros passos na musica fusão. Álbuns como In a Silent Way e Bitches Brew mostram essa nova tendência de Davis.
Lutando constantemente contra o seu vicio das drogas, especialmente cocaína, Davis ausentou-se dos palcos no final da década de 70, reaparecendo durante os anos 80 com um registo mais funk juntamente com Marcus Miller e George Duke.
Miles Davis morreu a 28 de Setembro de 1991 devido a um ataque cardíaco, pneumonia e falência respiratória.