Wes Montgomery - West Coast Blues

Como no post anterior falei em Montgomery não resisti em ouvir alguns dos seus maiores êxitos e vi-me obrigado a mostrar aqui mais um.

West Coast Blues é uma música que aprecio bastante, mas independentemente do gosto pessoal, é um standard de Jazz incortornável.

Espero que gostem e fica a promessa de vos contar a história sobre a vida deste grande senhor para mais tarde.




George Benson e Lee Ritenour - Tributo a Wes Montgomery

Wes Montgomery (1925-1968) foi um grande guitarrista de Jazz (abrangendo vários estilos dentro deste) e um músico muito importante na história. Ele influenciou vários nomes dos dias de hoje como Pat Metheny, George Benson, Lee Ritenour, etc. A sua história irá ser contada aqui brevemente, mas não hoje.

Hoje trago-vos um vídeo de George Benson e Lee Ritenour a tocarem juntos num tributo que lhe foi feito.

G. Benson começa por tocar a famosa música "Tequilla" seguido por Ritenour numa interpretação de "Four on Six" (uma das maiores e mais famosas composições de Wes Montgomery).



Eric Dolphy (1928-1964)

Eric Allan Dolphy nasceu em Los Angeles (USA) a Junho de 1920 e foi um dos mais marcantes alto-saxofonistas do jazz, sendo também um exímio tocador de flauta e clarinete baixo.

As primeiras aparições de Dolphy foram na costa oeste dos USA, através das big bands de bebop de Roy Porter e Gerald Wilson, tocando clarinete soprano, saxofone barítono e claro saxofone alto. Posteriormente Dolphy iria se juntar ao quinteto de Chico Hamilton, o que lhe traria uma maior visibilidade.

A mudança para o quinteto de Hamilton faria com que Dolphy se mudasse para a costa leste (Nova Iorque) a partir de 1959.

Considerado um dos pais do movimento avant-garde e do free-jazz Eric Dolphy estabeleceu várias parcerias com outros músicos, também eles com o objectivo de levar o jazz para outros rumos artísticos e conceptuais. Uma das parcerias mais notáveis e marcantes foi com John Coltrane, também ele um experimentalista, o que levou a que muitos críticos (inclusive da revista Down Beat) considerassem a música praticada por estes como "anti-jazz". Eric Dolphy tocou com vários outros músicos inovadores e de ruptura como Ornette Coleman, Max Roach, George Russel e ainda Ron Carter.

A partir da década de 60 Dolphy estabeleceu-se como band leader, tocando com o trompetista Booker Little e com Freddie Hubbard, entre outros. Durante esta fase destacam-se os álbuns Far Cry e Out to Lunch! (considerado o seu melhor trabalho).

A partir de 1964 Dolphy mudou-se para Paris, tocando na banda de Charles Mingus e com vários artistas europeus.

Apesar de Dolphy ser um dos fundadores do Free-jazz e da cena Avant-gard a verdade é que o seu som não rompia de todo com o passado, tendo ainda várias influências do bebop de Charlie Parker, tocando este de uma forma mais livre (ao contrario de Coltrane ou Ornette Coleman que possuíam uma abordagem mais radical).

A 29 de Junho de 1964 Dolphy morreria devido a um coma de diabetes. A causa da sua morte não é de todo clara, sendo afirmado por uns que a insulina administrada no Hospital era de uma variante mais forte que a dada nos USA, enquanto que outros afirmam que Dolphy simplesmente não foi tratado, pensando os médicos que estaria apenas sobre o efeito de drogas (Na época muitos músicos da cena Jazzistíca eram consumidores de drogas duras).




Esperanza Spalding

Esperanza é, sem dúvida, uma das mais reveladoras e talentosas cantoras de Jazz dos últimos tempos.

Foi criada sozinha pela mãe, que a influenciou grandemente e que a apoiou totalmente quando se decidiu pelo mundo da música.

Com 23 anos e com uma carreira bastante promissora pela frente, Esperanza canta em Inglês, Espanhol e Português, sendo também compositora e contrabaixista. Tocou acompanhada por grandes nomes do Jazz, como Pat Metheny, Joe Lovano, Michel Camilo e Donald Harrison. Foi mencionada pela revista Down Beat como "a melhor baixista em ascensão". Actualmente compõe e lecciona no Berklee College Of Music em Boston, sendo a professora mais jovem da instituição.

Conhecê-la e ouvi-la é um prazer e uma delícia, com uma voz envolvente e uma presença em palco contagiante. E quem melhor do que ela própria para nos dar a conhecer como foi chegar ao patamar que já detém nos dias de hoje?

Sendo assim convido-vos a entrarem no mundo de Esperanza Spalding, pelo que vos deixo com 2 vídeos que fazem desta grande senhora uma das minhas preferidas actualmente!!

Para quem quiser ver Esperanza Spalding ao vivo em Portugal ela estará presente no Algarve Jazz, a decorrer no dia 10 de Julho.

Site Oficial Esperanza Spalding







Ella Fitzgerald

A história do Jazz jamais seria a mesma se “Lady Ella” não integrasse o tão vasto número de músicos que dela fazem parte. Nascida a 25 de Abril de 1917 em Virgínia, Ella Jane Fitzgerald é considerada uma das grandes cantoras de scat da história do jazz.

Ella teve uma infância difícil. Os seus pais nunca se casaram, e o seu pai afastou-se pouco tempo depois. Com 14 anos a mãe vem a falecer, pelo que decidiu largar os estudos sendo, meses mais tarde, levada para um reformatório por vadiagem. Não fica lá por muito tempo, fugindo, e passa a viver nas ruas de Nova Iorque, cantando e dançando em troca de gorjetas.

Em Novembro de 1934 decidiu participar do show de calouros no Apollo Theatre, no Harlem, e apesar de maltrapilha e nervosa, recebeu o primeiro prémio.

Ella é contratada pelo baterista e líder de banda Chick Webb, torando-se a parte mais importante da orquestra de Webb com interpretação de "A-Tisket, A-Tasket" entre outros sucessos. Em 1941 começa uma carreira de solo, ao mesmo tempo em que se tornava uma das vocalistas mais populares dos anos quarenta graças a uma série de standards lançados pela gravadora Decca.

Aos 19 anos já era considerada a primeira dama do jazz recebendo críticas extremamente elogiosas das maiores revistas de jazz dos EUA, o que a leva a ser contratada pelo produtor e dono de gravadoras (Verve/Pablo) Norman Granz, integrando o grupo Jazz At The Philharmonic gerenciado por ele. Em 1956, começa a produzir uma serie de songbooks que tornaram ainda mais clássicos compositores como os irmãos Gershwin, Irving Berlin, Duke Ellington, Cole Porter e Tom Jobim, entre outros.
Ella tinha uma voz doce com entonação de menina, extremo domínio da técnica vocal, swing e scat maravilhosos e a capacidade de percorrer as escalas ascendentes e descendentes com incomparável mestria. Some-se a isso o facto de que, apesar de sua infância difícil, cantava com contagiante alegria.

Ella gravou três discos clássicos ao lado de Louis Armstrong e os seus discos em dueto com Joe Pass são considerados uma referência do jazz.

Na década de 80 Fitzgerald sofria já de problemas de saúde e com o declínio vocal ela deixou de gravar em 1989, vindo a falecer em 14 de junho de 1996.

Com mais de 57 anos de gravações, ganhou o décimo terceiro Grammy Award, a Medalha Nacional da Arte do presidente Ronald Reagan e a Medalha presidencial da Liberdade, do presidente George W. Bush Pai

(In www.ellafitzgerald.com; www.lastfm.pt/music/Ella+Fitzgerald/+wiki).


Aqui fica um dos seus sucessos, onde o estilo scat está bem patente.

Site Oficial Ella Fitzgerald



Lee Ritenour

Lee Mack "Captain Fingers" Ritenour, nasceu em 11 de Janeiro de 1952, em Los Angeles, na California. É um guitarrista, produtor e compositor de renome internacional. Embora Lee Ritenour seja um músico tendencialmente de Jazz / Smooth-Jazz, ele foi, desde sempre, fazendo vários trabalhos com influências de outros estilos sendo a sua música fortemente influênciada por nomes como Wes Montgomery, Joe Pass, Kenny Burrell, George Benson e muitos outros.

Lee Ritenour é também referenciado por tocar com as suas guitarras Gibson L5 e a vermelha Gibson ES-335.


Nos anos 70 venceu por duas vezes o prémio de melhor guitarrista de estúdio pela prestigiada Guitar Player Magazine. Em 1976, ele lançou o seu primeiro álbum a solo de nome First Course e seguiu-se um trabalho de fusão, em 1976 - Captain Fingers.

Lee Ritenour tem hoje em dia mais de 30 álbuns nos quais participou. Ele abraçou projectos entre o Jazz, Funk-Jazz, Pop, Rock e Blues. Também tem participado ao longo da sua carreira com vários artistas sul americanos tendo já admitido ter um gosto especial pela música brasileira.

Entre os prémios somam-se também um Grammy Award entre mais 16 nomeações.

Um álbum importante na sua carreira foi o Overtime, lançado em 2005. Foi um álbum em que Lee Ritenour chamou para participarem vários nomes que já tinham tocado com ele na sua longa carreira, entre eles - Dave Grusin, Patrice Rushen, Harvey Mason, Alex Acuna, Chris Botti, Anthony Jackson, Melvin Lee Davis e Ernie Watts. Overtime foi gravado num estúdio ao vivo, em frente a uma pequena plateia.

A música que se segue - Night Rythms - é um Funk-Jazz bem ao seu estilo.

Buddy Rich (1917-1987)

Bernard "Buddy" Rich nasceu a 30 de Setembro de 1917 em Brooklyn (Nova York-USA). Aos 18 meses Rich ja tocava bateria, sendo o seu talento aproveitado pelos seus pais através da participação de Rich no espectáculo "Vaudeville" que estes possuiam.
Aos 11 anos Rich era já um baterista profissional iniciando a sua carreira na big band de Bunny Berigan, seguindo-se a de Harry James, Artie Shaw e Tommy Dorsey. Ao longo dos anos e estando o swing no seu auge, Rich tocaria em varias big bands, sendo considerado um dos maiores bateristas de sempre já nessa altura. Em 1966 iria formar a sua propria big band, tendo um grande sucesso com esta, contrariando assim o declinio que este tipo de formação musical evidenciava desde meados dos anos 40. Entre as suas performances mais famosas destacam-se The West Side Story Medley e Channel One Suite

Além de band leader, Rich tocou com grandes nomes do Jazz tal como Ella Fitzgerald e Louis Armstrong (juntamente com Oscar Peterson, Ray Brown e Herb Ellis).

Apesar de ser visto como um dos maiores músicos de sempre pela critica e fãs, sendo mestre virtualmente em todas os estilos e formas de tocar bateria dentro do Jazz, Rich era famoso pelo seu mau feitio e pela forma ditatorial como tratava os músicos que trabalhavam com ele. Por outro lado possuía um humor acutilante, sendo convidado regular de vários programas e talk-shows da época.

Rich possuía problemas cardiacos, resistindo nos ultimos tempos da sua vida a vários ataques de coração. No entanto, a 2 de Abril de 1987 a sua vontade de viver foi ultrapassada e Buddy Rich iria morrer de falha cardiaca após uma cirurgia para remoção de um tumor maligno.



Dizzy Gillespie (1917-1993)

John Birks "Dizzy" Gillespie nasceu a 21 de Outubro de 1917 em Cheraw (Carolina do Sul-USA).

Filho mais novo de um "bandleader" local Dizzy desde cedo contactou com o meio musical (o seu pai guardava os instrumentos da sua banda em casa), aprendendo piano aos 4 anos.

Em 1930 (13 anos) Dizzy tentou aprender a tocar trombone, mas os seus braços eram demasiado curtos e acabou por desistir. Nesse mesmo ano pegou pela 1ª vez num trompete de um amigo e após ouvir na radio um concerto de Roy Eldridge, decidiu que iria se tornar um trompetista profissional.

Em 1937 iria mudar-se para Philadelphia (após falecimento de seu pai), onde começaria a tocar profissionalmente. Tendo tocado com um grande número de músicos, Dizzy começou a sua carreira na Frank Fairfax Orchestra, tendo também tocado nas orquestras de Edgar Hayes, Teddy Hill (substituindo o seu ídolo Eldridge) e Cab Calloway. Após um incidente com este ultimo Dizzy torna-se "freelancer", tocando com vários nomes do mundo do jazz, entre eles Ella Fitzgerald.

No inicio da década de 40 iria encontrar Charlie Parker na big band de Billy Eckstine, vindo a fundar o movimento bebop com este. Posteriormente, em 1945, Dizzy e Charlie Parker formariam um pequeno grupo, tocando em várias jams.

O som das composições de Dizzy e Parker soavam radicalmente diferentes, quer harmonicamente quer ritmicamente, do swing ouvido na época o que fez com que o publico e critica não soubessem muito bem como reagir a tal revolução musical. Composições marcantes como "A Night in Tunisia", "Groovin' High" e "Salt Peanuts" sao exemplos perfeitos de tal marco histórico.

Após a separação de Parker, nos finais dos anos 40 Dizzy iria produzir outra pequena revolução no mundo do jazz, incorporando ritmos latinos e africanos (especialmente Salsa) na sua musica, fundado aquilo que se chamaria de Afro-Cuban Music. Destacam-se as composições Manteca e Tin Tin Deo.

Ao contrário do seu companheiro Parker, Dizzy gostava de big bands e orquestras e em 1952 após emigrar para Paris, a convite de Charles Delaunay (fundador do Hot Club em França), iria formar a sua 3ª Big Band. Em 1953 voltaria aos USA, formando um sexteto com Stan Getz (sax), Oscar Peterson (piano), Herb Ellis (guitarra), Ray Brown (contra-baixo) e Max Roach (bateria). Dizzy também tocaria ocasionalmente com Sonny Rollins e Sonny Stitt.

Ao contrario do seu ex-aluno, Miles Davis, Dizzy manter-se-ia fiel ao bebop e afro-cuban jazz durante o resto da sua vida, decidindo não adoptar as tendências mais electrónicas que posteriormente apareceriam no mundo do jazz.

Durante os seus últimos anos Dizzy dedicou-se a lançar músicos menos conhecidos do grande publico, como Arturo Sandoval e Jon Faddis.

Sendo a partir dos anos 70 adepto da fé Bahá'í, Dizzy ao longo da sua vida iria sofrer uma evolução ao nível da sua personalidade, passando do rapaz brigão e com problemas de álcool da banda de Calloway para um verdadeiro embaixador do jazz mundial, tendo sido galardoado com inúmeros prémios ao longo da sua carreira.
Senhor de um grande sentido de humor, Dizzy Gillespie viria a falecer a 6 de Janeiro de 1993 vitima de cancro do pancreas.






Quarteto Marta Hugon

Tive ontem oportunidade de estar no Theatro Circo, em Braga, para assistir ao último concerto do BragaJazz 09. Quem subiu ao palco foi Marta Hugon e os seus músicos - Filipe Melo (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo), André Sousa Machado na bateria e, como artista convidado, Mário Delgado na guitarra.


Marta Hugon passou por aulas de canto desde o conservatório de Amsterdão até ao nosso bem conhecido Hot Club de Portugal, onde lecciona nos dias de hoje.

Esta formação tem várias influências das quais se destacam a música brasileira (António Carlos Jobim, Chico Buarque, Elis Regina) e também nomes como Cassandra Wilson, Nina Simone e Sarah Vaughan entre muitos outros. Lançaram, em 2005, o seu primeiro albúm - Tender Trap - e em 2008, o segundo - Story Teller.

Foi um concerto, tal como esperava, bastante agradável. Marta está acompanhada de excelentes músicos e, pessoalmente, a sua voz agradou-me imenso.





André Fernandes

A propósito do Braga Jazz 09, evento que decorre de 5 a 14 de Março em Braga e engloba vários concertos de Jazz, conheci um guitarrista português do qual ainda não tinha ouvido falar.

Sendo um músico ainda jovem, André Fernandes já tem um curriculum musical notável dentro do panorama nacional. A sua formação foi iniciada na escola de jazz do Hot Clube de Portugal até 1996, altura em que conseguiu uma bolsa para a conceituada Berklee School of Music, em Boston, nos EUA.

Esteve por aí dois anos, seguindo viagem para Nova Iorque, local onde trabalhou com vários nomes sonantes da música internacional.

Actualmente já editou 5 albúns, sendo o mais recente o "Cubo". O seu quarteto actual inclui o pianista Mário Laginha, o contrabaixista Nelson Cascais e o baterista Alex Frazão.

Deixo-vos primeiro com uma entrevista a André Fernandes e em seguida uma música.

Espero que gostem.







Miles Davis (1926-1991)

Miles Dewey Davis III nasceu a 26 de maio de 1926 em Alton (Illinois-USA), tendo-se mudado para East St.Louis em 1927.
Davis desde cedo contactou com a musica, sendo a sua mãe uma pianista bastante capaz. Contrariando os desejos desta, que gostaria que o seu filho aprendesse piano, Miles recebe um trompete aos 13 anos, iniciando assim o seu ensino musical.
Davis tocou profissionalmente desde bastante cedo, integrando inicialmente a banda de Billy Eckstine e tocando posteriormente com Charlie Parker durante cerca de 3 anos.
Iniciando-se no bebop com Charlie Parker, Davis rapidamente mostrou o seu génio criativo criando, em meados da década de 40, aquilo que é actualmente designado de cool Jazz. Ao contrario do bebop, este estilo caracterizava-se por uma sonoridade mais lenta e descontraída.
Davis iria também, durante a década de 50, iniciar (juntamente com outros músicos) o hardbop. Apesar de mais lento que o bebop, tal como o cool Jazz, o hardbop caracterizava-se por um ritmo mais marcante e mais "groovy".
Durante a década de 50 Davis fundou aquilo que é designado de 1º grande quinteto/sexteto, integrando nomes como John Coltrane (sax tenor), Red Garland (piano), Paul Chambers (contra baixo) e Philly Joe Jones (bateria). Posteriormente também Julian "Cannonball" Adderley (sax alto) integraria a formação.
O grupo durou apenas algum tempo, devido principalmente ao consumo de drogas por parte de vários dos seus membros e desavenças no seio deste. Álbuns marcantes como 'Round About Midnight e Milestones foram gravados nesta fase.
Após a gravação de Milestones, Red Garland e Philly Joe Jones foram substituídos por Bill Evans e Jimmy Cobb, gravando-se um dos álbuns mais reconhecidos na historia do Jazz- Kind of blue.
Nos finais da decada de 60 Davis formou o 2º grande quinteto, juntamente com Wayne Shorter (sax), Ron Carter (contra baixo), Herbie Hancock (piano) e Tony Williams (bateria), sendo esta a sua ultima formação acústica. Destacam-se os álbuns E.S.P e Nefertiti.
A década de 70 caracterizou-se por um Davis virado para as sonoridades electrónicas, dando-se assim os primeiros passos na musica fusão. Álbuns como In a Silent Way e Bitches Brew mostram essa nova tendência de Davis.
Lutando constantemente contra o seu vicio das drogas, especialmente cocaína, Davis ausentou-se dos palcos no final da década de 70, reaparecendo durante os anos 80 com um registo mais funk juntamente com Marcus Miller e George Duke.
Miles Davis morreu a 28 de Setembro de 1991 devido a um ataque cardíaco, pneumonia e falência respiratória.