Kenny Burrell (1931-)

Nascido a 31 de Julho de 1931 em Detroit (Michigan-USA), Kenneth Earl "Kenny" Burrell é um guitarrista de Jazz baseado nos vários estilos bop e no swing, tendo como principais referencias Wes Montgomery, Charlie Christian e Django Reinhardt.

Proveniente de uma família de músicos, Burrell começou a tocar guitarra aos 12 anos.
A sua primeira aparição deu-se enquanto estudava na Wayne State University (Detroit), como parte do sexteto de Dizzy Gillespie em 1951.

Em 1955, após a sua graduação, iria em tournée com Oscar Peterson e mudar-se-ia para Nova Iorque em 1956.

Burrell tocaria com vários nomes do Jazz, gravando álbuns quer como sideman quer como líder. Entre estes músicos contam-se John Coltrane, Gil Evans, Stan Getz, Milt Jackson, Sonny Rollins, Quincy Jones entre outros.

A partir do inicio da década de 70 dedicar-se-ia a dar seminários acerca de musica, incidindo especialmente na musica e figura de Duke Ellington.
A partir de 2007 tornar-se-ia director de estudos do Jazz na UCLA (Los Angeles).

Durante a sua carreira Burrell gravou mais de 90 discos e EPs, destacando-se Midnight Blue (1963), Blue Lights, Guitar Forms, Sunup To Sundown (1990), Then Along Came Kenny (1993)e Lotus Blossom (1995).






Portugal Jazz Fundão 2009

Continua o Festival Itenerante de Jazz...

...é já dia 2 de Maio de 2009 às 22h00 - A Moagem - Cidade do Engenho e das Artes.

É um concerto inserido no Ciclo de Jazz do Fundão, "MOAZZ", uma iniciativa da Moagem - Cidade do Engenho e das Artes, com a parceria do JACC - Jazz ao Centro Clube.

Zé Eduardo contrabaixo

Manuela Lopes voz

Dois veteranos do Jazz nacional juntam-se num projecto pouco comum: contrabaixo e voz.
A proposta é também pouco usual: Alguns dos velhos "standards" revisitados bem como os temas dos grandes mestres do Bebop, abordados sem complexos, numa mistura entre a língua de Camões e a Avenida 52.
Seguramente um interessante desafio aos intérpretes e aos ouvintes e um espectáculo com caracteristicas únicas.
Be & Bop está na rua e, entre as linhas angulosas das melodias do Bebop, estão as histórias de todos nós.

Mais informações...

Biografia de Zé Eduardo no Site da AGM

Myspace de Manuela Lopes

Myspace de Zé Eduardo

in portugaljazz.pt

Jazz às Quintas - Avram Fefer, Carlos Barretto e Harris Eisenstadt


No próximo dia 7 de Maio, às 22h, Avram Fefer, Carlos Barretto e Harris Eisenstadt, na Cafetaria Quadrante no CCB, o primeiro dos muitos concertos do "Jazz às Quintas".

No primeiro encontro de Carlos Barretto com estes dois músicos americanos, o saxofonista e clarinetista Avram Fefer e o baterista Harris Eisenstadt, uma certeza se garante à partida: a de que tradição e futuro se combinarão num jazz que se pretende vivo e em plena sintonia com o presente.

Todos os três são compositores com perspectivas muito próprias e improvisadores inventivos, e todos os três são instrumentistas completos. Barretto é muito mais do que um ritmista – as suas capacidades como construtor de edifícios musicais transcendem os vulgares papéis e funções do contrabaixo. Fefer é pródigo na expressão das complexidades da alma humana seja em que formato for (be bop, free jazz, trip-hop, jungle, drum 'n' bass, acid jazz, world jazz), e neste contexto não será diferente. Um estudioso das músicas de África, Eisenstadt é, por sua vez, o melhor exemplo de como o sentido de “drive” não exclui o uso do intelecto – neste particular, entende a percussão num pequeno combo como Duke Ellington “via” o piano na sua orquestra.

Muito, pois, há a esperar desta estreia...

in ccb.pt


Entrada Gratuita!

The Inside Songs of Curtis Mayfield, William Parker - Casa da Musica


Curtis Mayfield foi o criador de vários hinos da luta pelos direitos civis nos EUA, no início dos anos 60. O alcance político e social da sua mensagem estava bem patente em temas que compôs para o grupo The Impressions e, mais tarde, no período do Orgulho Negro. "People Get Ready", "I am so proud" e "Freddie's Dead" são alguns desses temas agora retomados por este projecto do contrabaixista William Parker.

A música de Mayfield, que foi também pioneira a nível estético abrindo portas a géneros como o funk, encontra um novo fôlego nos arranjos e interlúdios originais criados por Parker.

in casadamusica.com



William Parker: The Inside Songs of Curtis Mayfield
Amiri Baraka voz
Leena Conquest voz e dança
Lewis Barnes trompete
Darryl Foster saxofones
Sabir Mateen saxofones
Dave Burrell piano
William Parker contrabaixo e arranjos
Hamid Drake bateria

É já dia 26 de Abril, na Sala Suggia da Casa da Música, às 22h.
A entrada são 20 euros.


Ron Carter (1937-)

Ron Carter nasceu a 4 de Maio de 1937, na cidade de Ferndale (Michigan-USA). Iniciou a sua formação musical com 10 anos, aprendendo a tocar violoncelo.

Após a mudança da sua família para Detroit, Ron sentiu dificuldades em impor-se no meio da música clássica (devido a questões raciais), o que o fez mudar para o contra-baixo, iniciando a sua carreira no Jazz. Em 1961 Ron Carter tiraria um mestrado em contra-baixo, pela Manhattan School of Music.

Carter tocaria inicialmente com Jack Byard e com Chico Hamilton, onde encontraria Eric Dolphy. Seria com Dolphy que Carter gravaria em 1960 as suas primeiras sessões, assim como com Don Ellis. Os albúns "Where?" e "Out there" sao exemplos desta colaboração.
Juntamente com outros musicos, Carter é bastante influenciado nesta fase pela corrente "Third Stream"- que tenta aliar a música clássica ao Jazz (tocando inclusive em vários temas violoncelo).

Posteriormente, Carter iria em digressão com Cannonball Aderley pela Europa e em 1963 integraria o 2º grande quinteto de Miles Davis, juntamente com Wayne Shorter, Herbie Hancock e Tony Williams. Durante esta fase destaca-se a sua colaboração no album E.S.P, cujos três temas são da sua autoria. A partir de 1968 Carter abandonaria o quinteto, sendo substituido por Dave Holland.

Durante as décadas seguintes Carter iria tornar-se um colaborador permanente da CTI Records, quer produzindo albúns em seu nome quer como "sideman" de vários artistas da editora. Sendo um musico bastante versátil Carter iria colaborar com nomes de várias áreas musicais, desde o hip-hop (colaborando com o grupo A Tribe Called Quest) passando pelo funk-jazz, e pelo jazz mais tradicional e assinando bandas sonoras de vários filmes.

Em 2004 Carter tornou-se Doutor Honorário pela Berklee College of Music, sendo também Professor Emérito do Departamento de Musica da City College of New York, Doutor Honorário da New England School Conservatory of Music e da Manhattan Scholl of Music. Carter é ainda vencedor de 2 grammy's awards (1993 e 1998).



Quarteto Sofia Ribeiro no CCVF

No próximo dia 1 de Maio, Sofia Ribeiro actua no Centro Cultural Vila Flor (Guimarães).

Acompanhada por Marc Demuth (contra-baixo), Óscar Graça (piano) e Marcos Cavaleiro (bateria), Sofia Ribeiro mostra-nos temas originais, dos seus dois albuns Dança da Solidão (2005) e Orik (2008), e versões de temas de outros compositores como Tom Jobim, Milton Nascimento e Sting.

Local: Café Jazz-Centro Cultural Vila Flor

Preço: 2,50€

Hora: 23h00

Myspace de Sofia Ribeiro

Sting

Sting… Certamente que todos já ouviram várias vezes este nome… Quer fazendo parte da banda The Police ou então do mundo da Pop. No entanto este músico é uma excepção, já que alcançou o sucesso sem que isso lhe tenha prejudicado a qualidade musical. Os arranjos precisos das melodias são a sua especialidade na composição, assim como os textos críticos e a voz aguda. Sting, antigo professor, iniciou a carreira como baixista e vocalista no grupo Police. Com a sua mescla de reggae, punk, pop e rock, o grupo chegou às primeiras posições dos tops musicais (Message in a Bottle, Walking on the Moon, Every Breathe you Take). Os seus primeiros discos-solo, lançados a partir de 1982, reflectem a influência do soul e do jazz. Nesta nova etapa, caracterizada por um estilo mais pessoal e intimista, lançou sucessos como If you Love Somebody, If I Ever Loose My Faith in You ou Let Your Soul Be Your Pilot.

Hoje quero dar-vos a conhecer esta vertente jazzística de Sting, na qual não vemos o Sting rock star mas sim o Sting ser humano, e que de forma fascinante apresenta novos arranjos para músicas dos Police e da sua carreira solo. Para tal apresento-vos o DVD All This Time que foi gravado ao vivo em Setembro de 2001, em Itália, no dia dos atentados ao WTC. Neste concerto Sting apresenta-se rodeado de grandes músicos com influências do jazz, nomeadamente Jaques Morelenbaum (violoncelo), Christian McBride (contrabaixo), Chris Botti (trompete), Clark Gayton (trombone), Dominic Miller (guitarra), Manu Katché(bateria), Jason Rebello (piano) , entre outros.

Pessoalmente gosto muito deste DVD, que aconselho vivamente. Para mim, está sem dúvida repleto de pequenas delícias.

Deixo-vos ao som… de Sting.




Charlie "Bird" Parker (1920-1955)

Charlie Parker nasceu a 29 de Agosto de 1920 em Kansas City (Kansas-USA), tendo sido criado em Kansas City (Missouri-USA).

O primeiro contacto de Parker com o mundo musical deu-se por volta dos 11 anos, através da banda da escola onde tocava barítono. Aos 15 anos iria se apaixonar pela sonoridade do saxofone alto, adoptando-o e passando a tocar este.

Segundo as cronicas Parker não mostrava qualquer talento especial para a musica em pequeno, tendo inclusive participado num concurso de Jazz em 1935, onde se encontrava o baterista Jo Jones que lhe teria atirado um prato para os pés, irritado com a sua fraca prestação. Sendo a historia verídica ou não, o facto é que Parker passou grande parte do seu inicio de carreira a praticar Blues (tocando durante 4-5 anos cerca de 15 horas por dia), até se tornar um mestre neste estilo musical, tocando inclusive em tonalidades muito pouco convencionais. Temas como "Cherokee" e "Rythm Changes" são representativos desta fase da carreira do musico.

Em 1938 Parker iria tocar com o pianista Jay McShann, indo em digressão por todo o Sudoeste norte-americano, tocando também em Chicago e Nova Iorque.
Um ano depois mudar-se-ia para a "Big Apple", de forma a progredir na sua carreira musical. Após a sua saída da banda de Jay McShann (em 1942) Parker iria tocar com Earl Hines por um ano, encontrando aí Dizzy Gillespie.
Charlie Parker iria juntamente com Dizzy Gillespie, Thelonious Monk, Kenny Clarke e Charlie Christian iniciar o movimento Bebop, rompendo claramente com o Jazz Swing praticado na época.

Durante a década de 40 Parker iria andar em digressão pelos USA com o seu Bebop, acompanhado muitas vezes por Dizzy. No entanto, foi difícil a aceitação do publico a este nova forma de abordar o Jazz e só a partir de 1945 o Bebop começou a conquistar o seu espaço no meio musical, sendo que em 1950 Parker já era uma das maiores referências do Jazz mundial.

Apesar de Parker ser reconhecido principalmente pelo Bebop, a verdade é que o seu interesse musical ia para além deste, tendo um desejo de longa data de trabalhar com um grupo de cordas (a semelhança do que acontece na musica clássica). Ao contrario do que se possa pensar, Parker não pretendia tocar standards de Jazz com cordas mas sim tentar criar algo de novo: uma fusão entre o Jazz e a musica Clássica, incorporando elementos de ambos os estilos musicais.
O seu desejo cumpriu-se em 1949, quando em colaboração com Norman Granz (empresário e produtor) Parker começou a trabalhar com um grupo misto de Jazz e de musica Clássica. Tal trabalho culminaria na gravação do álbum "Bird with Strings".
A forma de tocar de Parker neste projecto era completamente diferente dos seus trabalhos anteriores, sendo os seus solos mais contidos, suaves e baseados na melodia dos temas (ao contrario do bebop em que a base dos seus solos provinha da harmonia).

Desde o fim da sua adolescência que Parker possuía uma forte adição à heroina. Tal adição levou a que falhasse diversas gravações, fosse despedido por estar "pedrado", tivesse um comportamento errático e inclusive a que vendesse os seus saxofones (tendo de pedir estes emprestados a outros músicos).
Após a sua estadia no "Camarillo Mental State Hospital", em Camarillo (California), Parker manteve-se sóbrio por algum tempo mas ao regressar a Nova Iorque voltou a cair no vicio das drogas. Ao mesmo tempo Parker tornou-se alcoólico, começando a beber em grande quantidade quando não conseguia obter heroína.

A 12 de Março de 1955 Charlie Parker iria falecer no seu quarto, no hotel do seu amigo Nica de Koenigswarter. Segundo os relatórios da época a morte de Parker deveu-se a uma pneumonia lobar e a uma ulcera hemorrágica, tendo claramente o seu estilo de vida apressado este fim.


Jazz às Quintas - CCB


Vai acontecer, todas as quintas-feiras, a partir de 7 de Maio, Jazz no CCB com entrada livre.

Com concertos às 22h00, a Cafetaria Quadrante do Centro Cultural de Belém, transforma-se em clube de Jazz com uma programação diversificada pensada pela Trem Azul: Pedro Costa e Ilídio Nunes.

Datas:
7, 14, 21 e 28 Mai 2009 - 22:00h
4, 11, 18 e 25 Jun 2009 - 22:00h


Para maiores de 12 anos.
Entrada gratuita.

Coleman "Hawk" Hawkins (1904-1969)

Coleman Randolph Hawkins nasceu a 21 de Novembro de 1904, em Saint Joseph (Missouri-USA), podendo ser considerado o primeiro saxofonista-tenor de destaque na historia do Jazz, um dos mais influentes e que elevou o saxofone a instrumento de primeira linha neste estilo musical. A sua formação musical inicia-se cedo (aos 9 anos ja tocava saxofone), e aos 14 anos já era conhecido por todo o Kansas (Coleman frequentou o liceu em Topeka-Kansas).

Iniciando-se no Swing, durante a decada de 20, Hawkins tocaria com nomes reconhecidos da cena musical da época como Mamie Smith e Fletcher Henderson, onde encontraria Louis Armstrong.
A partir de 1934, a convite de Jack Hylton, Hawkins iria para a Europa onde residiria ate ao inicio da II Grande Guerra, tocando com musicos de todo o continente.

Em 1939 regressaria aos USA, onde iria gravar uma versão da musica "Body and Soul" - Esta gravação, praticamente toda improvisada, iria tornar-se uma das mais marcantes obras da era Swing.

No inicio da década de 40 Hawkins formaria um combo integrando nomes como Miles Davis, Max Roach, Oscar Pettiford e Thelonious Monk. Em 1943 iria liderar a primeira gravação bebop existente, com Dizzy Gillespie e Max Roach.

Coleman Hawkins, ao contrário de varios nomes sonantes da era Swing, nunca parou no tempo acompanhando sempre as tendências musicais da época. Na década de 60 encantou-se com um novo estilo musical praticado no Brasil, o Bossa-Nova, incorporando estas sonoridades no seu trabalho, através do disco Desafinado (1963).

O som encorpado e quente de Hawkins influenciaria muitos dos grandes nomes do saxofone tenor, desde Lester Young passando por John Coltrane e Sonny Rollins.

Perto do fim Hawkins começou a beber de forma descontrolada, deixando inclusive de comer. Tal comportamento auto-destrutivo faria com que morresse de pneumonia a 19 de Maio de 1969.