A partir do próximo dia 12 de Novembro e até ao dia 21 do mesmo mês decorre o Guimarães Jazz 2009.

O Festival conta este ano com grandes nomes do Jazz tais como Jimmy Cobb (que dará um concerto de comemoração dos 50 anos do álbum Kind of Blue de Miles Davis), Hank Jones, Brandford Marsalis, Cassandra Wilson, Chris Potter, Dave Holland entre outros.

Além dos concertos o festival conta ainda com varias actividades paralelas tais como Jam Sessions e Oficinas de Jazz (workshops) com George Colligan.

A não perder.

Programação e Preços



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Desde o dia 16 de Outubro e até ao dia 7 de Novembro decorre a 10ª edição do Seixal Jazz.

O festival conta com a participação de inúmeros nomes consagrados do Jazz tais como Joe Lovano, Kenny Werner ou Carlos Barreto.

Site oficial Seixal Jazz 2009



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No início do século, New Orleans era um caldeirão de raças, povos e credos. E todos eles amavam e praticavam as suas próprias tradições musicais. Lá tudo se ouvia, nas salas e nas ruas: ópera francesa, folk songs, as danças espanholas, marchas prussianas, canções napolitanas, melodias cubanas, ritmos africanos, blues, spirituals, shouts, ragtime e tudo o mais que fosse musical.

New Orleans foi a capital do jazz e sua importância se estendeu até os anos trinta e até essa época, de lá vinham mais da metade dos grandes músicos de jazz. As razões foram: pelo cultivo da tradição franco - espanhola; pela existência de duas diferentes populações negras, a americana e o criolo, que gerava uma série de tensões humanas que excitavam a criatividade popular; presença de uma rica actividade musical europeia, popular e erudita, e por último, Storyville, o bairro boémio da cidade, onde todos esses elementos se cruzavam, nos honk tonks, onde todas as classes se entrecruzavam, sem distinções de classes ou preconceitos.

A influência franco - crioula na vida da cidade era marcante e sem ela a actividade jazzística não teria o seu brilho. Os creoles falavam um francês bastardo para se diferenciarem dos negros americanos e constituíram o contingente mais importante da música de New Orleans: Sidney Bechet, Barney Bigard, Kid Ory (na foto) e também Jelly Roll, cujo nome era Ferdinand Joseph la Menthe.

O estilo de New Orleans se caracteriza por três linhas melódicas que se contraponteiam, executadas por um trompete, um trombone e um clarinete. O instrumento líder é o trompete, o trombone orienta o seu contraponto e o clarinete ornamenta o toque de ambos com uma ágil condução melódica. Esses três instrumentos melódicos são apoiados pela base rítmica, formada pelo contrabaixo ou tuba, bateria, piano e banjo ou guitarra. A música de New Orleans era conhecida como hot, pelas suas características de sonoridade, articulação, vibrato, entoação e principalmente por uma viva execução individual.


in clubedejazz.com.br



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Jeff Hamilton Trio (0)

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No próximo dia 27 de Outubro Mike Stern irá actuar em Lisboa, no cinema São Jorge.
O guitarrista será ainda acompanhado por outros grandes nomes do Jazz e Fusão como Dave Weckl (baterista), Randy Brecker (trompete) e Chris Minh Doky (baixo eléctrico e contra-baixo).

Local: Cinema São Jorge
Hora: 21h30

Preços:
Balcão- 25,00€
1ªPlateia- 37,00€
2ªPlateia- 35,00€







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Nos próximos dias 2, 3 e 4 de Outubro decorrerá o 11º festival de Jazz de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira, Açores).
O festival contará com grandes nomes do Jazz como Mário Laginha, Charles Lloyd e Jane Monheit.
A não perder.

Site Oficial



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Count Basie (1904-1984) (0)

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William James Basie, também conhecido como Count Basie foi um dos mais importantes bandleaders, pianistas e compositores da historia do Jazz.
Basie nasceu a 21 de Agosto de 1904 em Red Bank (New Jersey, USA). A sua mãe era pianista, tendo ensinado a Basie as primeiras lições de piano.

Basie não era um adepto da escola, faltando diversas vezes a esta para assistir aos espectáculos de Vaudeville que actuavam em Red Bank. Um dia o pianista que acompanhava os filmes mudos faltou tendo o gerente pedido a Basie que o substituísse. Tendo de tocar de ouvido, rapidamente aprendeu a improvisar acompanhamentos para estes filmes.

Apesar de Basie ter começado a tocar piano com a sua mãe o seu instrumento favorito na época era a bateria. No entanto, com 15 anos desistiu da bateria (possivelmente devido a se sentir desmotivado, não considerando ter talento para este instrumento) dedicando-se exclusivamente ao piano.

Em 1924 Basie mudar-se-ia para o Harlem, onde conheceria grandes pianistas da época como James P. Johnson, Willie "the Lion" Smith e Fats Waller (tendo tido aulas com os dois últimos).
Em 1928 Basie iria se juntar a Walter Page and his famous blues devils, uma das primeiras big bands a aparecer, tocando na zona do Texas e Oklahoma. Foi nesta altura que começou a ser conhecido como o Conde (Count).

Em 1929 Basie mudar-se-ia para Kansas City para tocar na banda de Bennie Moten. Ao contrario da banda de Walter Page, que tinha uma sonoridade mais próxima do Blues, Bennie Moten tocava no denominado "Kansas City Stomp style".
Pouco depois da morte de Moten, em 1935, Basie criou o seu próprio grupo constituído por nove elementos, entre os quais o saxofonista tenor Lester Young e o baterista Jo Jones. Destaca-se o tema One O'clock Jump nesta fase da carreira do musico.

No final de 1936 a banda de Basie, agora denominada de Count Basie and his Barons of Rythm mudou-se de Kansas City para Chicago, tocando no Grand Terrace Ballroom.
Basie introduziu duas inovaçoes no Jazz na época, a grande presença e liberdade rítmica por um lado e o uso de dois saxofonistas tenores: Lester Young e Herschel Evans.

O sucesso comercial que Basie teve no final da década de 30 levou a que a sua banda aumentasse, possuindo cerca de 13 a 14 músicos (para tal contribui muito a sua colaboração com John Hammond). Nesta época Basie mudar-se-ia para Nova Yorque, tocando na Roseland Ballroom.

Hammond apresentaria Basie a Billie Holliday e rapidamente esta iria cantar com a banda, apesar de não terem gravado nenhum álbum juntos.
Na época era comum as batalhas musicais entre as big bands e Basie protagonizou uma das mais famosas, no Savoy Ballroom (NY), contra a big band de Chick Webb (onde cantava Ella Fitzgerald).
Posteriormente Billie Holliday sairia da banda, sendo substituída por Helen Humes assim como Eddie Durham (trombone, arranjos) sendo este ultimo substituído por Dicky Wells.

Com o fim da era do Swing (no inicio da década de 50) Basie dissolveu a sua big band, devido a considerações financeiras. No entanto, passados dois anos conseguiu formar uma nova big band.
A nova big band de Basie possuía menos solos, mais arranjos escritos e incorporava alguns elementos de Bebop (tocando inclusivamente no Birdland, um sitio de encontro dos grandes nomes do estilo). Apesar das alterações Basie manteve sempre a forte componente rítmica da sua musica em primeiro plano.

Em 1957 Basie gravaria um álbum ao vivo em Newport, onde se destacaria o tema "April in Paris", tornando-se este num dos temas mais emblemáticos do musico.
Em 1959 Basie e a sua banda fizeram dois tours pela Grã-Bretanha, tendo inclusive tocado para a Rainha Isabel II.

Durante os anos 60 e 70 Basie continuaria a actuar por todo o mundo, conseguindo transportar o seu swing através de varias geraçoes. A Count Basie Orchestra tornar-se-ia numa verdadeira instituição do Jazz, continuando a actuar mesmo após a morte do seu criador (sob a direcção actual do trombonista Bill Hughes).

Count Basie morreria a 26 de Abril de 1984 devido a um cancro do pâncreas.










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Douro Jazz (0)

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A partir do próximo dia 18 de Setembro, e durante cerca de um mês, decorrerá a 6ª edição do Douro Jazz-Festival Internacional.

O festival decorre em varias cidades da Região de Trás-os-Montes e alto Douro (Vila Real, Lamego, Pesqueira, Chaves, Régua e Bragança).

Contando com um cartaz bastante diversificado, englobando bandas que tocam desde Dixieland até Funk-Jazz, passando pelo Jazz de Orquestra e pela musica brasileira, o festival tem como figura maior o guitarrista australiano Frank Gambale.

O festival conta ainda com outras actividades paralelas aos concertos, como exposições de fotografia, feira de objectos culturais e ainda arruadas nos centros históricos das cidades anfitriãs.

Site Oficial



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Christian Scott é um trompetista americano contemporâneo.
Nascido em Nova Orleans (Louisiana, USA) desde muito cedo entrou em contacto com a musica e com o Jazz em particular, tendo a sua mãe e avó lhe oferecido um trompete com 11 anos de idade.

A sua mãe (Cara Harrison) encarregou-se numa primeira fase pela sua educação musical, tendo-lhe ensinado a memorizar ritmos e a ler musica. Também o seu avô (Donald Harrison Sr.) mostrou a Scott o trabalho de grandes nomes do Jazz, fazendo crescer o amor pelo género no jovem musico.

Aos 15 anos (1998) Scott começaria a actuar com o seu tio, o aclamado saxofonista alto Donald Harrison Jr.
Após acabar os seus estudos, com distinção, no prestigiado New Orleans Center of Creative Arts, em 2001, Scott recebeu ofertas de bolsas de várias escolas de musica decidindo aceitar o convite da Berklee College of Music, tendo terminado os seus estudos nesta em 3 anos.

Aos 19 anos Scott gravaria o seu primeiro álbum (homónimo). Devido ao grande sucesso deste Scott assinaria posteriormente com a Concord Music Group.
Em 2006 gravaria o seu segundo álbum "Rewind That", tendo o álbum composições não só de Jazz mas também de R&B e Rock e tendo sido o musico nomeado para o Grammy de Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo. Posteriormente lançaria o seu mais recente álbum "Anthem", tendo este recebido criticas excelentes.

Christian Scott é famoso não só pela sua musica, tendo um estilo bastante quente e tocando as notas com uma sonoridade pouco característica no trompete, mas também pelo seu activismo politico e social (herdado da sua família).
Scott é ainda conhecido pelo seu sentido de moda, tendo gravatas (Kravat) e óculos de sol (Dark Raybans) com a sua assinatura.






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O Jazz não surgiu só em New Orleans, outras cidades também participaram de seu nascimento, como Memphis, Kansas City, St. Louis, Dallas e de uma forma especial, Sedalia, no estado de Missouri. Sedalia foi a capital do ragtime, o primeiro estilo do jazz. Para lá foi Scott Joplin, pianista e compositor, considerado o maior nome do ragtime, cuja música não contava com a improvisação, mas possuía um swing característico.

O ragtime possui as características da música para piano do século passado, utilizando a forma de trio, típica do minueto. Na técnica pianística do rag se encontravam elementos da música de Chopin e Liszt, assim como de marcha e polca, tudo isso dentro do conceito rítmico do negro, daí o nome ragtime, ragged time, tempo destruído. Era uma música do povo, do operário, dos que construíam estradas de ferro, de quem frequentava os bares à noite, para ouvi-la num piano ao vivo ou numa pianola.

Na música de Joplin e do rag em geral, estão ligados a tradição musical Europeia e o sentido rítmico do negro, em outras palavras, pode-se dizer que o rag é música de branco tocada por negro. Além de Joplin, o ragtime teve outros pianistas importantes, como Tom Turpim em St. Louis, James Scott em Kansas City, Eubie Blake e principalmente Jelly Roll Morton (na foto), que se libertou das normas de composição e execução do ragtime, adaptando-o ao estilo de New Orleans.

in clubedejazz.com.br



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