Pois bem, é com agrado que vos digo que este é o centésimo post do Jazz a Galope! É uma pequena meta, é verdade, mas funciona como um pequeno incentivo para continuar a fazer mais e melhor, divulgando o Jazz, os músicos e a música em geral.
Em jeito de festejo, nada como um clássico para marcar a data. Cantaloupe Island, de Herbie Hancock. Gravado pela primeira vez em 1964 no álbum Empyrean Islands, é um dos (primeiros) exemplos de composição de Jazz Modal cruzada com funk e fusão, aqui executado por conjunto quase épico de músicos:
Herbie Hancock piano, Jack Dejohnette bateria, Pat Metheney guitarra, Dave Holland contrabaixo.
Patrick Bruce Metheny, mais conhecido como Pat Metheny, é um guitarrista de jazz norte-americano, considerado hoje em dia como uma verdadeira lenda viva como músico, compositor e instrumentista.
O guitarrista surgiu em meados dos anos setenta com uma abordagem consumada do seu instrumento, completamente inovadora na época e oferecendo uma refrescante alternativa aos estilos bop e de fusão. As suas linhas arrebatadoras, reverberantes e de tom quente, e a liquidez da sua fraseologia, certa vez descritas pela revista Down Beat como "o som do vento por entre as árvores", teve um forte impacto numa geração inteira de guitarristas e traçou um novo caminho para o jazz em finais da década de setenta.
Pat Metheny teve também um impacto importante como compositor, com uma música original e transversal a vários géneros que misturava com arte as suas próprias influências folk e elementos do rock, da música brasileira, do bebop da new age e do free jazz.
Disse um dia:
"Para mim, a ser alguma coisa, jazz é um verbo: é muito mais um processo do que uma coisa."